<i><b>Notícias da crise</i></b>

O Commerzbank, segundo maior banco privado da Alemanha, solicitou, na segunda-feira, 3, a ajuda do Estado alemão, que o recapitalizará no montante de 8,2 mil milhões de euros, garantindo novas dívidas até 15 mil milhões de euros.
No último mês, o Commerzbank perdeu um terço do seu valor em bolsa, após ter divulgado prejuízos na ordem dos 1,1 mil milhões de euros. Segundo informou a direcção do banco, a injecção de capital público foi feita sob a forma de «investimento passivo, ou seja, não confere direitos de accionista ao Estado.
O governo de Angela Merkel criou em 13 de Outubro um fundo de 480 mil milhões de euros para prover às dificuldades das instituições financeiras.

O governo da Áustria comprou por dois euros Kommunalkredit, oitavo banco do país em situação de falência. O Estado assumirá 99,8 por cento das acções desta instituição que era até agora controlada pelo banco austríaco Volksbank e o grupo franco-belga Dexia.

O banco Barclays vai recorrer a investidores do Golfo Pérsico para captar 7 300 milhões de libras (9 305 milhões de euros) que necessita para a sua capitalização. Em resultado desta operação, que deverá ainda ser aprovada pelos accionistas, o banco britânico passará a ser controlado em 30 por cento pelos investidores árabes.

O primeiro-ministro da Hungria reconheceu, no domingo, 2, que o seu país foi salvo à justa da bancarrota pelas instituições financeiras internacionais, evitando assim uma crise social maior de consequências imprevisíveis.
Em entrevista a um semanário de Budapeste, Ferenc Gyurcsany declarou ter receado a queda livre do florim, o que teria provocado imediatamente uma inflação de 20 a 30 por cento e deixaria o Estado sem capacidade para cumprir os seus compromissos, designadamente salários e despesas correntes da administração pública.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, ameaçou fechar a torneira do crédito do Estado à banca do país caso esta persista em dificultar empréstimos a particulares e a empresas. Sobre o mesmo assunto, o ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, declarou que o fundo público de 360 mil milhões de euros «não é dinheiro dado aos banqueiros, mas dinheiro para os clientes dos bancos».


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